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quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Opinião: Criada por Silvio Santos, 'estratégia de guerrilha' chega às novelas na TV


Dos muito legados que Silvio Santos trouxe para a TV brasileira, um deles foi eternizado: a estratégia de guerrilha para competir com a Globo. Se não pode com eles, vire uma alternativa a eles, trabalhe para pegar a migração deles. 

O maior exemplo histórico dessa estratégia foi a série “Pássaros Feridos”, sucesso absoluto na sua primeira exibição, batendo a Rede Globo. Naquela oportunidade, Silvio Santos inaugurava na TV a estratégia de esperar a novela da Globo acabar para colocar seu principal produto no ar. Em 1994, a estreia de "Éramos Seis" era anunciada em chamadas, sem o menor constrangimento, para depois da novela da Globo "Fera Ferida". Mais recentemente, em 2008, a estratégia ganhou até slogan: “Hoje, após A Favorita, troque de canal e veja Pantanal” e a reprise da Manchete rendeu mais de 20 pontos de pico e inúmeros minutos de liderança para o SBT. 

Muito mais que uma estratégia de horário na grade, a guerrilha para combater a Globo vem ganhando, com o passar do anos, novas caras. Uma delas é a forma de se buscar um público-alvo específico em determinado tipo de produto para combater o “geral” da Globo. 

Sim, estamos falando das novelas. Desde 2012, o SBT lançou a dramaturgia infantojuvenil com “Carrossel”, já exibiu “Chiquititas”, está no ar com “Cúmplices de um Resgate” e já prepara o remake de “Carinha de Anjo”. Trata-se de uma sequência de pelo menos 6 anos, se formos considerar que Carinha de Anjo só deve terminar entre o final de 2017 e 2018. E como o SBT chegou a esse produto com audiência estável e faturamento expressivo em produtos licenciados? Obviamente não foi ao acaso. Ao observar a identidade que o SBT sempre teve com produtos destinados às crianças e também o fato de sempre se dar bem com novelas mais leves, com conteúdo mais familiar. 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Coluna: A importância da programação infantil do SBT contra a adultização precoce das crianças

Entre as principais redes de televisão no país, o SBT é a única que destina grande parte das suas produções ao público infantil. Desde os anos de 1980 a emissora é referência e insiste em manter a identidade de TV familiar. Até que ponto isso é capaz de frear o crescimento do número de crianças que utilizam - indevidamente - as redes sociais, e, sobretudo, o amadurecimento precoce das mesmas?
O perigo mora dentro de casa 

A revista ÉPOCA, do dia 26 de outubro, publicou uma extensa e intrigante matéria* que trata sobre o uso indevido das redes sociais pelas crianças e dos perigos que elas correm ao se exporem, com ou sem o consentimento dos pais. Segundo uma pesquisa encomendada pela revista, o número de pais e/ou responsáveis que impõem regras de uso da Internet aos seus filhos é muito baixo. Também consta que mais de 60% das crianças brasileiras com idades entre 7 e 12 anos se expõem em serviços como Facebook e WhatsApp, mesmo as idades mínimas estabelecidas para o uso desses serviços sendo de 13 e 16 anos respectivamente. O fato mais preocupante, citado na matéria, trata-se de um levantamento publicado pela revista inglesa The Economist que, ao analisar dados de um dos maiores sites de pornografia do mundo, constatou que a expressão mais buscada dentro do território brasileiro, no site, é “novinha” (expressão usada para identificar adolescentes ou mulheres com características muito juvenis). 

Entre várias entrevistas apresentadas na matéria de ÉPOCA, duas chamam mais a atenção. A primeira, é de uma advogada e pedagoga que atende pais cujos filhos foram assediados em redes sociais. Ela explica que os criminosos exigem que as vítimas enviem fotos sem roupas, sob ameaça de matar seus pais. “Elas costumam mentir por um tempo, com medo de que algo aconteça. Quando contam, o estrago já está feito”, relata Cristina Sleiman. A segunda entrevista, é com a mãe de um garoto de 8 anos, que precisou ficar sozinho em casa durante um breve período. O menino sempre foi orientado pelos pais sobre o que pode ou não fazer na Internet, mas, enquanto esteve só, resolveu acessar o navegador em modo anônimo, sem saber que o pai utilizava um software que espelhava a tela do PC de casa no computador do trabalho. “Foi só o pai sair de casa que ele abriu o Google e digitou a palavra ‘sexo’”, disse a mãe do menino. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

COLUNA: O sucesso oculto de “Cúmplices de um Resgate”

A atual novela do SBT “Cúmplices de um Resgate” que estreou na primeira segunda-feira de Agosto (03/08), tem mostrado um grande avanço do SBT na questão de produção de novelas.
Quem acompanhou as três últimas novelas do SBT: Carrossel, Chiquititas e agora Cúmplices de um Resgate, vê que a produção e o empenho da casa aumentou produtivamente. Enquanto Carrossel e Chiquititas mantinham como foco o público infantil. Cúmplices de um Resgate surpreendeu apostando no público de uma faixa etária de 4 a 17 anos, pois embora a novela possua uma temática infantil, os assuntos tratados impactam em jovens e crianças, a trama trata de uma forma leve, problemas como desaparecimento de crianças, Cárcere privado e intolerância religiosa.
O sucesso de Cúmplices de um Resgate se torna um “Sucesso Oculto”. Pois embora a novela não tenha conseguido derrotar nenhuma vez o arrasa-quarteirão “Os Dez Mandamentos” da Record. A nova adaptação de Íris Abravanel fica em primeiro lugar entre o público de 12 a 17 anos (25% a mais que a novela da concorrente) e a afinidade do público chega a 185%. Preocupando a Record, que fica esticando cada vez mais a trama de sua novela  temendo um futuro fracasso de “Escrava Mãe”.
Quero lembrar no fim desse artigo que a novela “Cúmplices de um Resgate” é o mais bem-sucedido sucesso da emissora desde 2002, quando estreou “Pequena Travessa”. Então, não temos dúvida de que a Record acabou com um incrível plano do SBT. Plano esse que ainda vai surpreender muita gente. Pode apostar.
Por: Vitor Cricket

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

COLUNA: “Cúmplices de um Resgate” merece mais!

Alemanha e Argentina protagonizaram a final da Copa do Mundo de 2014 em um duelo apertado. Duas gigantes lutaram até a prorrogação em busca do topo. É assim que podemos ver o que Globo e Record fazem atualmente com ” A Regra do Jogo” e ” Os Dez Mandamentos”, respectivamente.
Mas quem viu o Mundial passado também não esquece de uma equipe que até pouco tempo atrás ninguém levaria a sério se apontada para proporcionar jogadas de qualidade e que pode até ter ficado atrás das concorrentes, mas não encantou menos. No evento futebolístico, esse papel ficou com a Costa Rica. Na TV de hoje, é do SBT com seu remake de ” Cúmplices de um Resgate”.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Coluna: A melhor escolha do SBT!

Depois de esticar “Chiquititas” que está em uma ótima fase, e que mereceu ser esticada pela brilhante história e por ter muitas temporadas em sua versão original, o SBT bateu o martelo e escolheu sua substituta em 2015.

Para substituir este grande sucesso de audiência e repercussão, o SBT escalou mais um remake infantil já exibido pela emissora. A escolhida foi “Cúmplices de Um Resgate”, exibida pela emissora de Silvio Santos em 2002 e 2006. A novela tem todos os elementos possíveis para prender o público assim como “Carrossel” e “Chiquititas”, várias crianças, um núcleo adulto com abordagem leve e, claro, muita música.
O papel das gêmeas Silvana e Mariana ficará a cargo da estrela mirim Larissa Manoela, que deu vida a Maria Joaquina em “Carrossel” e “Patrulha Salvadora”.

Larissa Manoela é a melhor escolha possível para protagonizar a novelinha, além de ser um duplo papel como as clássicas gêmeas “boa” e “má”, Larissa já provou ser uma ótima atriz Mirim com sua atuação em “Carrossel“.
O segredo é o SBT não cometer os mesmos erros que a Televisa cometeu na época, esticando a novela e assim perdendo a qualidade drasticamente. A história foi se perdendo, e no meio disso um sequestro de Mariana não tinha mais fim, as situações foram ficando quase sem sentido. Um grande destaque nesse meio foi Cecília Gabriela, que interpretou a inesquecível vilã, que brilhou como a víbora Regina, a chamada “cenoura vingadora“.

Mesmo bastante satisfeita com os índices de audiência da novela na época, Belinda e seus pais brigaram com Rosy Ocampo por motivos de financeiros e de carga horária de trabalho, terminando com que Belinda abandonasse a novela no meio da exibição. Eis que então, Rosy Ocampo convida Daniela Luján para substituir Belinda no papel das gêmeas Mariana e Silvana. O público, obviamente, percebeu a brusca mudança. Inúmeras comparações entre as duas foram feitas, dividindo a opiniões entre os telespectadores. 

Para esticar a novela, ao invés de colocar alguns elementos novos (como é feito atualmente  em “Chiquititas”), foi feita uma verdadeira bagunça na história. Vários atores saíram da novela, com as desculpas mais esfarrapadas possíveis. E foi aí que a novela virou muita música e pouca história. Sendo apenas uma divulgação de CD’s, fazendo de Cúmplices de um Resgate a novela com mais discos já lançados no México.

Rosy Ocampo acabou fazendo o mesmo de sempre: em meio a uma boa história, colocar sempre uma banda infantil, mostrando falta de criatividade e puro interesse comercial.

Cúmplices foi uma boa novela, que teve êxito tanto no México quanto no Brasil, mas sua história foi um verdadeiro desastre. Cabe ao SBT não seguir estes passos e, quem sabe, poder criar uma versão melhor ainda.